A prioridade na criacao e producao de novas series de pequeno deslocamento pertencia ao departamento da Daihatsu, mas os NRs sao mais conhecidos como motores de modelo Toyota.
Primeiro motor da serie, 1NR-FE, lancado em 2008 para o mercado europeu. Ele imediatamente substituiu o desatualizado 4ZZ-FE e gradualmente suplantou o 2NZ-FE e o 2SZ-FE do mercado japones.
Em 2010-11, 2NR e 3NR simplificados apareceram para mercados de emergencia. Em 2014-15, foram introduzidas as versoes -FKE, funcionando por ciclo Miller (1.5 substituiu parcialmente 1NZ-FE). Desde 2015, o 8NR-FTS turboalimentado foi produzido.
Motor
Cilindrada, cm3
Diametro x Curso, mm
Compressao
Potencia, Cv
Torque, Nm
RON
Sys
Market
1NR-FE
1329
72.5 x 80.5
11.5
99 / 6000
132 / 3800
95
EFI
EEC
1NR-FE
1329
72.5 x 80.5
11.5
95 / 6000
119 / 4000
91
EFI
JIS
1NR-FBE
1329
72.5 x 80.5
-
88-98 / 5600
123-128 / 4000
91
EFI
Bra
1NR-FKE
1329
72.5 x 80.5
13.5
99 / 6000
121 / 4400
91
EFI
JIS
1NR-VE
1329
72.5 x 80.5
-
95 / 6000
120 / 4200
-
EFI
-
2NR-FE
1496
72.5 x 90.6
10.5
90 / 5600
132 / 3000
-
EFI
Ind
2NR-VE
1496
72.5 x 90.6
-
104 / 6000
139 / 4200
-
EFI
-
2NR-FBE
1496
72.5 x 90.6
-
102-107 / 5600
140-144 / 4000
91
EFI
Bra
2NR-FKE
1496
72.5 x 90.6
13.5
109 / 6000
136 / 4400
91
EFI
JIS
3NR-FE
1197
72.5 x 72.5
10.5
80 / 5600
104 / 3100
-
EFI
Ind
3NR-FE
1197
72.5 x 72.5
11.5
86 / 6000
108 / 4000
-
EFI
-
4NR-FE
1329
72.5 x 80.5
11.5
99 / 6000
123 / 4200
-
EFI
CHN
5NR-FE
1496
72.5 x 90.6
11.5
107 / 6000
140 / 4200
-
EFI
CHN
6NR-FE
1329
72.5 x 80.5
11.5
99 / 6000
123 / 4200
-
EFI
CHN
7NR-FE
1496
72.5 x 90.6
11.5
107 / 6000
140 / 4200
-
EFI
CHN
8NR-FTS
1197
71.5 x 74.5
10.0
115 / 5200
185 / 1500-4000
91/95
D-4T
JIS/EEC
9NR-FTS
1197
71.5 x 74.5
10.0
115 / 5200
185 / 1500-4000
-
D-4T
CHN
* Peso seco do motor: 1NR-FE - 89 kg, 2NR-FKE - 86 kg.
1NR-FE (1.3 EFI DVVT) - motor basico - arranjo transversal, injecao multiponto, distribuicao variavel para ambas as arvores de cames. Aplicacao: Toyota Auris 150..180, Corolla 150..180, Corolla Axio 160, iQ 10, Passo 30, Porte/Spade 140, Probox/Succeed 160, Ractis 120, Urban Cruiser, Verso-S, Vitz 130, Yaris 130; Daihatsu Boon, Charade; Subaru Trezia; Aston Martin Cygnet.
1NR-FKE (1.3 EFI DVVT-iE) - injecao multiponto, VVT-iE e ciclo de Miller. Aplicacao: Toyota Ractis 120, Vitz 130; Subaru Trezia.
1NR-FBE (1.3 EFI) tipo'12 - injecao multiponto, sem distribuicao variavel e ajustadores de folga. Versao simplificada Flex-fuel (etanol) para o mercado brasileiro. Aplicacao: Toyota Etios.
1NR-FBE (1.3 EFI DVVT) tipo'16 - injecao multiponto, distribuicao variavel para ambas as arvores de cames. Versao flex-fuel (etanol) para o mercado brasileiro. Aplicacao: Toyota Etios, Yaris.
1NR-VE (1.3 EFI DVVT) - injecao multiponto, distribuicao variavel para ambas as arvores de cames. Versao Daihatsu para modelos proprios. Aplicacao: Toyota Avanza 650; Daihatsu Xenia, Sirion; Perodua Bezza, Myvi.
2NR-FE (1.5 EFI) tipo'10 - injecao multiponto, sem distribuicao variavel ou ajustadores de folga. Versao simplificada para o mercado indiano. Aplicacao: Toyota Etios/Etios Cross.
2NR-FE (1.5 EFI DVVT) tipo'16 - injecao multiponto, distribuicao variavel para ambas as arvores de cames. Versao para mercado emergencial. Aplicacao: Toyota Etios/Etios Cross, Sienta, Vios, Yaris.
2NR-FBE (1.5 EFI) tipo'12 - injecao multiponto, sem distribuicao variavel e ajustadores de folga. Versao simplificada Flex-fuel (etanol) para o mercado brasileiro. Aplicacao: Toyota Etios.
2NR-FBE (1.5 EFI DVVT) tipo'16 - injecao multiponto, distribuicao variavel para ambas as arvores de cames. Versao flex-fuel (etanol) para o mercado brasileiro. Aplicacao: Toyota Etios, Yaris.
2NR-VE (1.5 EFI DVVT) tipo'13 - injecao multiponto, distribuicao variavel para ambas as arvores de cames. Versao Daihatsu para modelos proprios. Aplicacao: Toyota Avanza 650; Perodua Aruz, Myvi.
2NR-FKE (1.5 EFI DVVT-iE) - injecao multiponto, VVT-iE e ciclo de Miller. Aplicacao: Toyota Corolla Axio 160, Corolla Fielder 160, Porte/Spade 140, Sienta 170; Mitsuoka Ryugi.
3NR-FE (1.2 EFI) tipo'10 - injecao multiponto, sem distribuicao variavel e ajustadores de cilios. Versao simplificada para o mercado indiano. Aplicacao: Toyota Etios Liva/Cross.
3NR-FE (1.2 EFI DVVT) tipo'13 - injecao multiponto, distribuicao variavel para ambas as arvores de cames. Aplicacao: Toyota Yaris 150.
3NR-VE (1.2 EFI DVVT) - injecao multiponto, distribuicao variavel para ambas as arvores de cames. Versao Daihatsu para modelos proprios. Aplicacao: Toyota Agya/Wigo, Calya; Daihatsu Ayla, Sigra.
4NR-FE (1.3 EFI DVVT) - analogo do 1NR-FE para o mercado chines. Aplicacao: Toyota Vios 150 CHN.
5NR-FE (1.5 EFI DVVT) - analogo do 2NR-VE para o mercado chines. Aplicacao: Toyota Vios 150 CHN.
6NR-FE (1.3 EFI DVVT) - analogo do 1NR-FE para o mercado chines. Aplicacao: Toyota Yaris 150 CHN.
7NR-FE (1.5 EFI DVVT) - analogo do 2NR-VE para o mercado chines. Aplicacao: Toyota Yaris 150 CHN.
8NR-FTS (1.2 D-4T DVVT-iW) - injecao direta, turboalimentado, VVT-iW e ciclo Miller. Aplicacao: Toyota Corolla/Auris 180, Corolla 210, C-HR.
9NR-FTS (1.2 D-4T DVVT-iW) - analogo do 8NR-FTS para o mercado chines. Aplicacao: Toyota Levin 180...210 CHN.
1NR-FE (1.3 EFI DVVT)
Motor mecanico
O bloco de cilindros - "open-deck" de aluminio com forros finas de ferro fundido. Os forros sao fundidos como um bloco e sua superficie externa aspera especial promove uma forte conexao. A espessura da parede entre os cilindros e de apenas 7 mm.
O eixo do virabrequim foi deslocado 8 mm em relacao as linhas do eixo do cilindro ("desaxage"), reduzindo assim a componente lateral da forca exercida pelo pistao na parede do cilindro, reduzindo o desgaste.
a - 8 mm, b - linha central do cilindro, c - linha central do virabrequim
O espacador e instalado na camisa de agua, permitindo uma circulacao mais intensa do refrigerante proximo ao topo do cilindro, melhorando a dissipacao de calor e auxiliando em uma carga termica mais uniforme.
O virabrequim tem 4 contrapesos e capas individuais dos rolamentos principais.
Pistoes: liga, compacto (em forma de T), com saia cortada. A ranhura para o anel de compressao superior e anodizada, a borda do anel de compressao superior e o raspador de oleo tem revestimento PVD antidesgaste. Uma grande desvantagem: os pinos do pistao nao flutuam totalmente, em vez disso, eles se encaixam na biela.
Nota: Para motores 1NR..2NR, a Toyota proibe oficialmente a reutilizacao de pistoes, bielas e pinos de pistao se eles foram desmontados.
a - camada de resina, c - camada PVD
As arvores de cames sao instaladas em uma carcaca separada, que e montada na cabeca do cilindro, simplificando o projeto e a tecnologia de fabricacao da cabeca do cilindro.
Existem ajustadores hidraulicos de folga e balancins rolantes no mecanismo do trem de valvulas. Os motores "indianos" tem tuchos de ajuste antigos.
1 - caixa da arvore de cames, 2 - cabeca do cilindro. a - 23,3°
A tampa da cabeca do cilindro e feita de plastico e e fornecida com um tubo de alimentacao de oleo para lubrificar os balancins.
1 - tampa da cabeca do cilindro, 2 - tubo de alimentacao de oleo
Sincronizacao - 16 valvulas DOHC, acionadas por uma corrente de rolos de uma carreira (passo de 8 mm) com tensor hidraulico.
1 - amortecedor de vibracao da corrente, 2 - tensor da corrente, 3 - braco tensor da corrente, 4 - roda dentada de sincronizacao da cambota, 5 - guia da corrente, 6 - corrente
Os atuadores VVT sao instalados nas arvores de cames de admissao e escape (DVVT - temporizacao de valvula dupla variavel). Faixa de variacao de tempo: 50° para admissao e 45° para escape.
1 - atuador VVT (admissao), 2 - amortecedor de vibracao da corrente, 3 - atuador VVT (escape), 4 - arvore de cames de admissao, 5 - arvore de cames de escape, 6 - balancim de valvula, 7 - regulador de folga da valvula, 8 - valvulas, 9 - valvula de escape, 10 - valvula de admissao, 11 - guia da corrente de distribuicao, 12 - braco tensor da corrente, 13 - tensor da corrente
A bomba de agua e a bomba de oleo estao instaladas na tampa da corrente de distribuicao.
Lubrificacao
1 - atuador VVT (admissao), 2 - valvula VVT (admissao), 3 - atuador VVT (escape), 4 - valvula VVT (escape), 5 - bomba de oleo, 6 - filtro de oleo, 7 - filtro de oleo, 8 - bico de oleo, 9 - valvula de retencao de oleo
A bomba de oleo trochoid e acionada por virabrequim.
1 - tampa da corrente, 2 - rotor da bomba de oleo, 3 - carcaca da bomba de oleo
Bicos de oleo sao fornecidos para lubrificar e resfriar os pistoes.
1 - bloco de cilindros, 2 - bico de oleo, 3 - esfera de retencao
O filtro de oleo e montado verticalmente sob o motor. O filtro dobravel com cartucho substituive sao usado.
1 - caixa do filtro de oleo, 2 - elemento, 3 - o-ring, 4 - tampa do filtro, 5 - bujao de drenagem, 6 - tubo de drenagem
Viscosidade do oleo oficialmente prescrita para 1NR-FE:
Resfriamento
O sistema de resfriamento e classico: acionamento da bomba por lado externo da correia serpentina, termostato mecanico "frio" (80-84°C), corpo da borboleta aquecido.
1 - bomba d'agua, 2 - valvula EGR, 3 - corpo da borboleta, 4 - termostato. a - ao radiador, b - do radiador, c - do radiador do aquecedor, d - ao radiador do aquecedor, e - do sistema de recirculacao de calor de exaustao, f - ao sistema de recirculacao de calor de exaustao
A bomba de refrigerante e montada na tampa da corrente de distribuicao.
1 - tampa da corrente, 2 - bomba de agua, 3 - camara voluta, 4 - polia da bomba, 5 - corpo da bomba, 6 - rotor, 7 - eixo, 8 - rolamento
As versoes para climas frios sao equipadas com aquecedor de refrigeracao (por gases de exaustao). Na tubulacao central, o atuador da valvula com o termostato e integrado: apos a partida a frio os gases passam pelo trocador de calor, entao quando a valvula se abre e os gases ja fluem para o escapamento.
O motor esta equipado com uma unidade de controle do motor do ventilador separada, que permite que a velocidade do ventilador seja ajustada com base na temperatura do liquido de arrefecimento, pressao do liquido de arrefecimento, velocidade do veiculo e rotacao do motor.
Admissao e escape
Coletor de admissao de plastico montado no lado da antepara, coletor de escape de aco, na parte frontal.
Uma grande desvantagem: sistema EGR, com valvula acionada por motor de passo.
1 - valvula EGR, 2 - tubo EGR. b - da cabeca do cilindro, c - ao coletor de admissao
Sistema PCV. 1 - valvula de respiro, 2 - mangueira de respiro, 3 - mangueira de respiro 2, 4 - caixa do filtro de ar, 5 - corpo da borboleta, 6 - carter.
Sistema de controle
1 - valvula VVT (admissao), 2 - valvula VVT (escape), 3 - bobina de ignicao, 4 - sensor de posicao da arvore de cames (escape), 5 - sensor de relacao ar-combustivel, 6 - sensor de posicao do virabrequim, 7 - sensor de temperatura do liquido arrefecedor, 8 - sensor de detonacao, 9 - valvula EGR, 10 - corpo da borboleta, 11 - injetor de combustivel, 12 - sensor de posicao da arvore de cames (admissao), 13 - sensor de vacuo
Injecao de combustivel: multiponto tradicional, uma injecao agrupada em baixa temperatura e baixa velocidade e injecao sequencial pode ser realizada em condicoes normais.
- Sensor Mass Air Flow (MAF) - tipo "fio quente", combinado com o sensor de temperatura de entrada.
- O sensor de pressao do manifold (MAP) foi instalado nas modificacoes Euro 5.
- Borboleta - totalmente controlada eletronicamente (ETCS): motor DC, sensor de posicao de dois canais sem contato (efeito Hall) O ETCS executa algumas funcoes de controle de tracao (TRC) e estabilizacao (VSC).
- Sensor de posicao do pedal do acelerador - sem contato, de dois canais (efeito Hall).
- Sensores de posicao do virabrequim e da arvore de cames - tipo MRE (magnetorresistivo), fornecem um sinal de saida digital e funcionam adequadamente em baixa rotacao do motor.
- Sensor de detonacao: piezoeletrico "plano" de banda larga, ao contrario do antigo tipo de sensores de detonacao ressonantes, sente uma faixa mais ampla de frequencias de vibracao.
- Sensor de relacao ar-combustivel (AFS) do tipo plano e sensor de oxigenio.
- Injetores com bico alongado sao instalados no cabecote e o combustivel e injetado o mais proximo possivel das valvulas de admissao.
- Abastecimento de combustivel - sem linha de retorno. Alem do regulador de pressao e do sensor do medidor de nivel, o recipiente EVAP e combinado com a bomba de combustivel do tanque.
1 - recipiente, 2 - bomba de combustivel, 3 - filtro de combustivel, 4 - regulador de pressao, 5 - sensor de nivel de combustivel.
Eletrico
Sistema de ignicao - DIS-4 (bobina separada para cada cilindro). Velas de ignicao - "iridio" SG20HR11 finas com rosca longa, hexagono de 14 mm.
Existem alguns novos recursos no sistema de arranque. Arranque semiautomatico: basta rodar a chave para arrancar e largar, apos o que o sistema de controlo mantem automaticamente o motor de arranque ligado ate o motor arrancar. Quando o sistema start-stop esta ativo, o controle lembra a fase do ciclo de cada cilindro apos a parada do motor, portanto, ao reiniciar o combustivel e a faisca e fornecida ao cilindro que pode entrar imediatamente no trabalho.
Sistema de carregamento: com alternadores condutores de segmento, saida 80-100A, embreagem unidirecional na polia.
O carregamento continuo da bateria ocorre durante a desaceleracao, mas no modo de estado estacionario os ciclos de carga e descarga da bateria se alternam para a maxima eficiencia. Um sistema de controle mais complexo e necessario para usar o sensor de temperatura da bateria e o sensor de corrente.
Acionamento auxiliar: por simples correia serpentina com tensor automatico.
1 - polia do gerador, 2 - tensor da correia, 3 - polia da bomba de agua, 4 - polia do virabrequim, 5 - polia do compressor
• Canais de resfriamento adicionais no bloco de cilindros.
• Espacador na camisa de agua.
1 - espacador 1, 2 - espacador 2, 3 - mola, 4 - furo do cilindro, 5 - camisa de agua, 6 - borracha de espuma
• Virabrequim com 8 contrapesos.
• Pistoes e aneis com grande variedade de camadas.
b - camada DLC (Diamond Like Carbon), c - cromagem, e - camada de resina, f - tratamento de nitreto, g - camada DLC
• Topologia atualizada do sistema de refrigeracao.
1 - bomba d'agua, 2 - corpo do termostato, 3 - corpo da borboleta, 4 - resfriador de oleo da transmissao, 5 - resfriador de EGR, 6 - valvula EGR. a - ao radiador, b - do radiador, c - do radiador do aquecedor, d - ao radiador do aquecedor
• Topologia atualizada do sistema de lubrificacao.
1 - atuador de VVT (escape), 2 - valvula VVT (escape), 3 - tubo de alimentacao de oleo, 4 - regulador de folga, 5 - bico de oleo, 6 - filtro de oleo, 7 - bomba de oleo
Viscosidade do oleo oficialmente prescrita para 2NR-FKE:
• O resfriador de gases de escape e instalado entre o coletor de escape e o cabeca do cilindro (para proteger o catalisador).
1 - resfriador de escape, 2 - coletor de escape, 3 - catalisador
• Um modulo EGR foi instalado, incluindo uma valvula de controle, resfriador e um dispensador de gas que os alimenta uniformemente nos canais do coletor de admissao.
1 - tubo de EGR, 2 - resfriador de EGR, 3 - valvula EGR. a - ao coletor de admissao, b - do coletor de escape, d - passagem de agua
• Novos componentes do sistema de controle.
1 - bobina de ignicao, 2 - sensor de posicao da arvore de cames (admissao), 3 - corpo da borboleta, 4 - sensor de temperatura do refrigerante, 5 - sensor de posicao da arvore de cames (escape), 6 - valvula EGR, 7 - injetor de combustivel, 8 - valvula VVT (escapamento), 9 - atuador VVT-iE (admissao), 10 - sensor de posicao do virabrequim, 11 - sensor de detonacao, 12 - VSV, 13 - sensor de vacuo
• Trilho de combustivel: estampado em aco; suas proprias paredes funcionam como um amortecedor contra as pulsacoes de pressao do combustivel.
1 - trilho de combustivel, 2 - injetor
8NR-FTS (1.2 D-4T)
Observe os aspectos e diferencas fundamentais do motor.
Motor mecanico
- Sistema de temporizacao de valvula variavel - VVT-iW.
- Implementada a possibilidade de operar o motor no ciclo de Miller / Atkinson.
- Bloco de cilindros reforcado.
1 - bloco de cilindros, 2 - termostato (bloco). a - passagem de agua, b - nervura, c - camara de oleo separada 1, d - saliencia para sensor de detonacao, f - camisa de agua, g - orificio de ventilacao, i - forro, j - orificio.
- Virabrequim com 8 contrapesos.
1 - virabrequim, 2 - arruela, 3 - rolamento. a - micro ranhura, b - ranhura de oleo.
1 - pistao, 2 - suporte do anel antifriccao, 3 - anel de compressao superior, 4 - anel de compressao inferior, 5 - anel de oleo, 6 - expansor. a - camara de combustao, b - camada de polimero, c - altura de compressao, e - camada de PVD, f - camada de cromo.
1 - tampa do rolamento da arvore de cames, 2 - caixa da arvore de cames, 3 - cabeca do cilindro. c - camisa de agua (2 estagios), d - porta de admissao.
- Bomba de combustivel (alta pressao) acionada por came adicional do eixo de comando de admissao.
- Bomba de vacuo acionada pelo eixo de comando de exaustao (para operacao de freio e controle do turboalimentador)
1 - tampa da corrente de distribuicao, 2 - solenoide VVT-i, 3 - solenoide VVT-iW.
1 - roda dentada da arvore de cames de admissao, 2 - roda dentada da arvore de cames de escape, 3 - VVT-i solenoide, 4 - VVT-iW solenoide, 5 - arvore de cames de escape, 6 - bomba de vacuo, 7 - arvore de cames de admissao, 8 - came de acionamento da bomba de combustivel, 9 - bomba de combustivel de alta pressao, 10 - balancim de valvula, 11 - tampa da haste da valvula, 12 - trava de retencao da mola da valvula, 13 - retentor da mola da valvula, 14 - mola da valvula, 15 - sede da mola da valvula, 16 - valvula, 17 - regulador de folga.
- Tampa da cabeca do cilindro em aluminio.
1 - tampa do cabeca, 2 - tubo de alimentacao de oleo, 3 - placa defletora.
- Valvulas cheias de sodio para resfriamento.
- O coletor de escape esta integrado na cabeca do cilindro.
• Sistema de ventilacao do carter.
O turbo reforco significa aumentar a quantidade de gases de desvio do carter e a incapacidade de remove-los por um metodo convencional usando o vacuo de admissao. Portanto, o ejetor e montado na tampa do cabecote, no modo de reforco, os gases com alto teor de hidrocarbonetos nao caiam na atmosfera, mas, em vez disso, retornam a entrada e queimam no cilindro.
No modo de reforco, os gases do carter sao descarregados atraves do ejetor para a admissao.
1 - filtro de ar, 2 - tampa do cabeca, 3 - cabeca do cilindro, 4 - bloco do cilindro, 5 - carter, 6 - carter do oleo, 7 - camara de oleo separada, 8 - valvula PCV, 9 - coletor de admissao, 10 - corpo da borboleta, 11 - intercooler, 12 - turbocompressor, 13 - ejetor. a - ar fresco, b - ar fresco + gas de escape, c - gas de acionamento do ejetor.
O ejetor funciona de acordo com o principio de Venturi: os gases do carter sao sugados para o fluxo de ar comprimido.
1 - boquilha. a - ar a jusante do turbocompressor, b - a montante do turbocompressor.
Sem um turbo aumento significativo, os gases do carter sao sugados por uma valvula PCV convencional.
1 - filtro de ar, 2 - tampa do cabeca do cilindro, 3 - cabeca do cilindro, 4 - bloco do cilindro, 5 - carter, 6 - carter do oleo, 7 - camara de oleo separada, 8 - valvula PCV, 9 - coletor de admissao, 10 - corpo da borboleta, 11 - intercooler, 12 - turbocompressor, 13 - ejetor. a - ar fresco, b - ar fresco + gas de escape.
Refrigeracao
• O motor esta equipado com dois termostatos:
- O termostato tradicional (temperatura de abertura 80-84°C) na entrada de agua controla o fluxo do liquido refrigerante atraves do radiador
- O termostato no bloco de cilindros (temperatura de abertura 76-80°C) controla o fluxo de refrigerante atraves do bloco, para aquecimento rapido maximo
1 - cabeca do cilindro, 2 - entrada de agua, 3 - termostato (bloco), 4 - bloco do cilindro, 5 - bomba d'agua, 6 - corpo da borboleta, 7 - termostato, 8 - tanque de reserva do intercooler, 9 - radiador , 10 - valvula de sangria, 11 - radiador do aquecedor, 12 - aquecedor de fluido CVT
• O coletor de escape embutido permite que os gases de escape sejam resfriados antes de entrar no turbocompressor.
Lubrificacao
• Ao contrario de outros motores com bocais para lubrificacao e resfriamento do pistao, o ECM pode controlar a injecao de oleo dependendo das condicoes externas.
Motor frio / motor quente
As valvulas de alivio e controle sao instaladas no alojamento da valvula de alivio.
1 - carcaca da valvula de alivio da bomba de oleo, 2 - valvula de comutacao da pressao do oleo, 3 - valvula de alivio
1 - valvula de comutacao da pressao do oleo. a - fechado, b - aberto, c - bobina, d - embolo, e - ball, f - da bomba de oleo, g - ao valvula de alivio
1) O oleo e fornecido pela parte traseira da valvula de alivio, cortando o fluxo de oleo para os bicos.
1 - valvula de alivio, 2 - valvula de controle de oleo, 3 - ECM, 4 - bico. a - oleo do motor
2) O fluxo de oleo ate o final da valvula de alivio e interrompido, a valvula se abre e o oleo e fornecido aos bocais.
1 - valvula de alivio, 2 - valvula de controle de oleo, 3 - ECM, 4 - bico. a - oleo do motor, b - dreno.
• O sensor de nivel de oleo do motor esta instalado.
1 - sensor de nivel de oleo, 2 - interruptor de nivel de oleo. a - ligado, b - desligado
Admissao e escape
1 - turbocompressor, 2 - valvula de bypass de ar, 3 - atuador, 4 - valvula de descarga, 5 - bobina, 6 - eixo, 7 - valvula, 8 - roda do compressor, 9 - roda da turbina. c - gases de escape, d - ar de admissao.
A pressao e controlada por uma valvula de alivio classica.
- Quando o motor esta parado - valvula WGT aberta.
- Na inicializacao, a valvula de controle fecha o fornecimento de vacuo da bomba para o atuador, que por sua vez abre o WGT. Como resultado, os gases de escape quentes fluem diretamente para o conversor para acelerar seu aquecimento.
- Em cargas baixas, quando nao ha necessidade de reforco, o WGT aberto reduz o arrasto e reduz as perdas por bombeamento na exaustao. Ao reduzir a quantidade de gas residual, a estabilidade do processo de combustao aumenta.
1 - roda do compressor, 2 - roda da turbina, 3 - valvula de descarga, 4 - atuador, 5 - ECM, 6 - valvula reguladora de vacuo, 7 - valvula de retencao, 8 - bomba de vacuo.
- Em alta carga, o WGT fecha e a turbina entra em operacao efetiva.
1 - roda do compressor, 2 - roda da turbina, 3 - valvula de descarga, 4 - atuador, 5 - ECM, 6 - valvula reguladora de vacuo, 7 - valvula de retencao, 8 - bomba de vacuo.
A valvula de desvio de ar serve para prevenir uma situacao em que o fechamento repentino do borboleta provoque um aumento de pressao entre o turbocompressor e borboleta, ate que ocorra um fluxo reverso, acompanhado de ruido anormal.
1 - ECM, 2 - valvula de bypass de ar, 3 - roda do compressor, 4 - roda da turbina. a - ao corpo da borboleta.
• Um circuito de resfriamento do turbocompressor independente e usado com sua propria bomba eletrica e radiador.
- O ECM controla a taxa de fluxo do refrigerante e a eficiencia de resfriamento pela velocidade da bomba eletrica.
Bomba eletrica. a - entrada, b - saida, c - rotor, d - eixo.
Sistema de injecao de combustivel (D-4T)
1 - ECM, 2 - unidade de controle da bomba de combustivel, 3 - tanque de combustivel, 4 - regulador de pressao de combustivel, 5 - bomba de combustivel (baixa pressao), 6 - filtro da bomba de combustivel, 7 - cartucho de carbono, 8 - tubo de succao de combustivel, 9 - bomba de combustivel (alta pressao), 10 - amortecedor de pulsacao de pressao de combustivel, 11 - arvore de cames, 12 - valvula de alivio, 13 - valvula de retencao, 14 - valvula de controle, 15 - trilho de combustivel, 16 - injetor, 17 - sensor de pressao de combustivel.
Injecao de combustivel: direto na camara de combustao, sincronizado com a posicao do pistao. O combustivel da bomba do tanque e fornecido para a bomba de alta pressao e, em seguida, pressurizado no trilho de combustivel e, finalmente, a os cilindros por meio de injetores. A injecao pode ser feita varias vezes no ciclo.
Bomba de injecao. Unico embolo, com valvula de controle, valvula de alivio, valvula de retencao e amortecedor de pulsacao na entrada. Montado na tampa da valvula e acionado pelo came da arvore de cames de 4 lobulos. A pressao do combustivel e regulada na faixa de 2,4-20 MPa, dependendo das condicoes de direcao.
1 - valvula de controle, 2 - tucho, 3 - tanque de combustivel, 4 - regulador de pressao de combustivel, 5 - bomba de combustivel (baixa pressao), 6 - filtro de succao de combustivel, 7 - tubo de succao de combustivel, 8 - recipiente de carbono, 9 - bomba de combustivel (alta pressao), 10 - amortecedor de pulsacao da pressao de combustivel, 11 - arvore de cames, 12 - valvula de alivio, 13 - embolo, 14 - valvula de retencao, 15 - sensor de pressao de combustivel, 16 - injetor, 17 - trilho de combustivel. a - baixa pressao, b - alta pressao, c - tubo de alta pressao.
- No curso de entrada (A), o pistao 2 se move para baixo e o combustivel entra na camara de bombeamento.
- No inicio do curso de compressao (B), parte do combustivel retorna enquanto a valvula de controle 1 esta aberta (a pressao de combustivel especificada e estabelecida).
- No final do curso de compressao (C), a valvula de controle fecha e o combustivel pressurizado atraves da valvula de retencao 3 e fornecido ao trilho de combustivel.
Trilho de combustivel. Feito de ferro forjado, ele contem um sensor de pressao de combustivel para fornecer feedback.
1 - tubo de combustivel (alta pressao), 2 - trilho de combustivel, 3 - sensor de pressao de combustivel, 4 - suporte do injetor, 5 - injetor.
Inyectores. El inyector ranurada inyecta el combustible en el cilindro como un aerosol de forma especifica que aspira una cantidad significativa de aire y aumenta la admision. Los anillos de sellado de teflon (PTFE) reducen aun mas la vibracion.
1 - O-ring, 2 - anel de apoio, 3 - isolador, 4 - gaxeta de teflon.
Plugues. - NGK DILKAR8J9G, distancia 0,8-0,9 mm.
Experiencia
Ate o momento, estatisticas foram acumuladas sobre o desempenho dos motores 1NR-FE (ao contrario do que se esperava, nao e tao negativo), enquanto os motores -FKE e -FTS que surgiram posteriormente ainda estao na fase de acumulacao de experiencia.
• O problema mais famoso e macico do 1NR-FE - e o consumo excessivo de oleo, que muitas vezes aparece em quilometragem substancialmente abaixo de 100 mil quilometros. O motivo e tradicional para a Toyota: os aneis de pistao emperraram. A necessidade de substituir os pistoes junto com as bielas nao permite a renovacao economica do motor, mas pelo menos o recondicionamento do bloco de cilindros nao e uma opcao obrigatoria.
O problema de consumo de oleo foi reconhecido e descrito no TSB EG-0095T-1112, algumas mudancas de producao foram implementadas no inicio de 2013. Alem dos aneis e pistoes modificados (com bielas), a tampa da cabeca do cilindro pode precisar ser substituida e os bicos de oleo.
• O excesso de depositos de fuligem na camara de combustao, nas valvulas e sedes das valvulas, provoca uma diminuicao da compressao, o que provoca um arranque do motor alongado (mais de tres segundos), o que tambem gera DTC P1604. O defeito e reconhecido e descrito em TSB EG-00037T-TME. Receitas: Instale uma nova bateria e um starter modificado.
• Um ruido de tique-taque ou chocalho na area da corrente de distribuicao, mais perceptivel apos uma partida a frio ate que aqueca. Reconhecida como "caracteristica" e descrita em TSB EG-00039T-TME. Receitas: Nao faca nada ou substitua a corrente de distribuicao por uma nova e instale um braco modificado.
• Chocalhos ou batidas durante a operacao do motor, novamente devido a depositos excessivos na camara de combustao. O defeito e reconhecido e descrito em TSB EG-0094T-0714, algumas mudancas de producao implementadas no inicio de 2014. As prescricoes sao quase identicas a EG-0095T-1112 - mas e recomendado substituir os pistoes pela proxima versao (mais modificado) e reprogramar o firmware do motor-ECU.
• MIL acendem com DTC P2111 ou P2112. O defeito e reconhecido e descrito no TSB EG-0027T-0313, algumas mudancas de producao implementadas no final de 2012. A receita e substituir o conjunto do corpo do acelerador e atualizar o firmware da ECU.
• Para o motor 8NR-FTS, simplesmente listamos alguns TSBs que contem defeitos reconhecidos:
· EG-00014T-TME "8NR-FTS Turbo Overboost DTC P023400"
· EG-00105T-TME "Ruido de exaustao (frente) devido ao suporte do isolador termico quebrado"
· EG-00113T-TME "8NR-FTS Ruido da valvula reguladora de vacuo"
· EG-00219T-TME "8NR-FTS Fluxo de fluido refrigerante do motor"
· EG-00094T-TME "Falha de ignicao do cilindro 8NR-FTS DTC P030100, P030200, P030300, P030400, P030027, P030085" (substituicao das bobinas de ignicao e prescrita)
• E mais uma vez, para a saude e longevidade dos motores Toyota (e do NR em particular), e necessario desativar o sistema EGR; Alguns proprietarios simplesmente reprogramam o software, mas tampar o canal de gas com uma placa de metal parece ser uma solucao mais confiavel.